PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS

 

No livro de Atos 2:46 a palavra do Senhor diz:

“Regularmente eles adoravam juntos no Templo todos os dias, reuniam-se em grupos pequenos nas casas para comunhão, e participavam as suas refeições com grande alegria e gratidão”.

 Ainda em At 5:42; Rm. 16:5,10,14,15; I Co 16:15,19 e Cl 4:15, vemos como o Espírito Santo conduziu a Igreja a reunir-se também nos lares. Hoje vemos na Igreja uma necessidade grande de voltarmos à prática da Igreja primitiva, tanto na sua forma de reuniões como na sua sede de conquista.

As grandes reuniões são essenciais, mas, nas casas dos irmãos há um maior calor humano, receptividade, demonstram vida e transparência e introduz a obra de Deus no contexto da vida natural do discípulo. As Células por serem pequenas, favorecem o desenvolvimento da vida e do serviço de cada discípulo. 

PRINCÍPIOS ABSOLUTOS PARA FUNCIONAMENTO DAS CÉLULAS

 1º - Temos que receber e praticar a visão como revelação e não como uma tática ou um modismo.

2º - Líderes fiéis à Palavra e à liderança da Igreja, que é constituída por Deus (Líderes que sejam exemplo).

3º - Que sejam grupos pequenos, cheios de participação.

4º - Que todo o grupo entenda qual é a obra da Célula: frutificação, gerar vidas, fundamentação e discipular as vidas ganhas.

5º - Nunca uma célula poderá ser um culto caseiro, com formalidades e particularidades individuais.

6º - Que haja oração e jejum pelo bairro e vizinhos, e a proclamação do evangelho no local.

 Podemos imaginar nossa Igreja com 1000 membros. Como 10 pastores dariam conta de visitar e aconselhar, ajudar a socorrer, gravar os nomes e dar assistência a todos os membros? As células fazem a função de “auxiliares de pastor”, acompanhando, aconselhando, ensinando. Cada líder sabe quem faltou, porque faltou, se o irmão está fraco e porque está. Jesus não nos mandou fazer membros de Igrejas, freqüentadores de cultos, mas Ele nos deu uma ordem, um mandamento: Fazer Discípulos - Discípulo é todo aquele que crê no que o Mestre ensina, e faz tudo aquilo que Ele orienta.

 

O LÍDER COMO EXEMPLO

  O Exemplo É A Melhor Escola

 O exemplo é o melhor método de ensino, nada o supera. Há filósofos que dizem que não há outro método. O que não se ensina com o exemplo, não se ensina. Na escola por exemplo, são necessários dois elementos:

        a)  Que o mestre seja e faça o que ele quer que o discípulo seja e faça.

b)   Que o discípulo tenha a disposição de ser e fazer como o mestre.

 O ensino que temos que transmitir não se trata de regras ou preceitos, mas sim uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho de Deus.

E a vida eterna é esta: que te conheçam...” (João 17:3). Jesus transmitiu este conhecimento ao revelar-se a seus discípulos. Ele era a imagem de Deus com todos os seus valores, que se apresentava diante deles para ser imitado.

Agora, somos nós que, tendo a presença do Senhor em nós pelo Espírito Santo, devemos dizer como Paulo: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Co 11:1).

O exemplo é aquilo que vai realmente atingir a vontade do discípulo. Os discípulos são homens e mulheres com espírito, alma e corpo. Suas almas se constituem da vontade, emoções e intelecto. O ensino informativo só esclarece a razão; o que opera nas emoções é a relação de amor e amizade que abre o discípulo para praticar a vontade de Deus. Todavia, para influenciar a vontade do discípulo é indispensável o exemplo. Práticas como exortar, animar, admoestar e instar, tocam a vontade do discípulo, mas só terá efeito duradouro, se houver exemplo. “A palavra convence, e o exemplo anima para praticar” (Fp 4:9; I Tm 4:16).

 

Áreas Em Que O Líder Deve Ser Exemplo

                       1-   No Fervor E Ardor (Rm 12:11).

2-   Na Relação Com Deus – Ser homem (mulher) de oração, jejum e apegado(a) à Palavra de Deus ( II Tm 2:15).

3-   Na Família – Se for casado(a): ter boa relação com o esposa(o), criar os filhos com disciplina, ter o lar em paz e próspero (necessidades supridas). Se for solteiro(a): ser obediente aos pais, ter relação correta com as(os) moças(os), esteja encaminhando para a formação de uma família (Ef 5:21 à 6:4; I Tm 5:2).

4-   No Trabalho – Diligente, obediente, pacífico, não acomodado (Ef 6:5-8).

5-   Nas Finanças – Comedido, equilibrado, fiel nas obrigações com o Senhor e com os homens, generoso, que busca a prosperidade com fé e paciência.

6-   Nos Compromissos – Responsável, cumpridor de todas as tarefas, pontual nos encontros e reuniões (Mt 5:37).

7-   No Caráter – Humilde, manso, dócil, maleável, íntegro, confiável, sincero, transparente, honrado, amoroso (Fp 2:22; I Tm 4:12).

8-   Na Fé – Não ser acanhado, mesquinho, tímido. Ter uma visão e esperança de glória.

9-   No Ministério Comum – Ainda que o líder seja um bom exemplo em todos os itens acima, o grupo que ele cuida não crescerá na manifestação de seu ministério, se ele não for um exemplo também nesta área. A experiência que ele tem com o seu companheirismo, é o que ele tem para transmitir, e ninguém vai poder transmitir mais do que tem.

 

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  1ª Parte

Porque cremos que Cristo deve ser o centro da vida da Igreja.

O centro da vida cristã é o próprio Cristo. Ele deve ser o nosso deleite, o centro da realidade. A vida de Cristo deve ser, cada vez mais superabundante em nós, e por meio de nós.

O propósito de Deus só pode ser alcançado se nossos olhos estiverem focalizados em Cristo, e nós desfrutando d’Ele, deleitando-nos n’Ele e alimentando-nos d’Ele. Satanás suscitou muitossubstitutos sutis e muitas imitações inteligentes para ocuparem o centro, o lugar de Cristo. Se olharmos a  história da Igreja depois do segundo século até os dias de hoje, veremos os muitos substitutos. Um que tem sido muito usado é o ritualismo e a liturgia. Há aqueles que são rígidos, frios e que são permitem que Cristo se manifeste na reunião. Se o Espírito Santo, na verdade, se manifeste em uma reunião assim, Ele não seria bem recebido.Colocaram a liturgia como dogma e vivem em função dela. Há porem aqueles que repudiando esta atitude, caem no oposto, sem perceberem que também estão desviando os olhos do povo para fora de Cristo. São aqueles que colocam atrativos humanos nas reuniões. Quando o Senhor não está presente, é certo que precisarão de outra coisa para substituí-lo. Surgem então os artistas da música, com lindas vozes e belos instrumentos e com verdadeiras bandas e orquestras que entusiasmam o povo e os atraem para o culto. Há ainda os artistas do púlpito que, com suas mensagens engraçadas e divertidas, atraem muitos. Outros, não satisfeitos com isso, ainda fazem produções teatrais – verdadeiros “Shows” – para agradar a congregação. Não somos contra nenhuma forma de expressão, mas devemos ser bastante criteriosos e observar se Cristo está sendo o centro de tudo isso. Devemos voltar os nossos olhos para Jesus.

Muitas vezes até os próprios irmãos se tornam os substitutos e, ainda por vezes, a própria teologia desvia o nosso olhar do centro, quando se perde em discussões sobre pontos que reconhecidamente são secundários. No espaço da vontade eterna de Deus, devemos ser cuidadosos e vigilantes para não desviarmos os olhos do Senhor. Então, nos deparamos com a pergunta: “Como corrigiremos este problema?” A resposta é simples: Devemos evidentemente nos voltar para Jesus Cristo e a melhor estratégia para isso são as reuniões menores, nos lares. Vejamos alguns motivos:

               a) Nos lares tudo é feito espontaneamente;

b) Nunca haverá os atrativos das grande reuniões, como banda de música, grandes pregadores, os belos números especiais;

c) Quem vai à uma célula, está indo por causa de Jesus, pois lá não haverá outro atrativo que não seja Ele: JESUS CRISTO.  

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  2ª Parte

 

Porque cremos que cada crente pode e deve ser um ministro. O inimigo inseriu dentro da Igreja o sistema de clérigos e leigos. Isto é facilmente observado na história da Igreja.

Depois de procurar de todas as formas tirar as atenções do Cabeça e, se possível, deixar o corpo sem cabeça, que faz o inimigo? Inventou um sistema de clérigos e leigos. Qual foi sua intenção ao fazer isto? A de matar todas as funções dos membros do corpo. Originalmente, todos os membros funcionavam adequadamente, mas gradualmente as funções foram sendo passadas para um pequeno número de cristãos. Desde que a maioria foi posta de lado, o corpo ficou inutilizado, paralisado. Observe bem a maneira como o inimigo agiu. Primeiro tirou a atenção da Igreja do Cabeça do corpo, agora tirou as funções dos membros do corpo. Devemos nos levantar contra esta tragédia maligna.

Na Igreja do Senhor todos são sacerdotes, todos ministram diante do altar, todos conhecem a Deus e todos têm acesso ao Santo dos Santos. Hoje em dia, com tantos reverendos e doutores em divindade, o inimigo tem conseguido anestesiar os membros para que não funcionem. Há dois tipos diferentes de clericalismo. O primeiro tipo é quando os próprios clérigos se colocam acima dos leigos, afirmando que são eles é que sabem, os que conhecem, e portanto são incontestáveis, chegando mesmo a proibir os membros de pregar, ensinar ou fazer outra coisa. Hoje, a única função dos membros é ir à Igreja e se sentar num banco, olhando pra frente a fim de ouvir o pastor. Transformando a vida da Igreja em algo patético. Um certo desenhista plástico foi convidado a pintar um quadro retratando a Igreja. No seu quadro ele pintou um monte de nádegas com dois olhos enormes em cima. Os membros só sabem sentar e olhar para frente, nada mais. O segundo tipo de clericalismo é conseqüência do primeiro. O povo fica tão acostumado a esta situação que ele mesmo contrata um pregador profissional, um funcionário do púlpito, e exige que ele faça a Obra de Deus, enquanto as pessoas apenas dão o dinheiro.

No primeiro caso o clero proíbe a igreja de falar. No segundo caso, o povo não quer falar e obrigar um profissional abrir a boca. Ser uma Igreja em Células significa que cremos que dentro das células os membros têm suas funções restauradas. Vejamos porquê: Em uma célula, todos evangelizam. Não se faz apenas um convite para a reunião, mas se evangeliza lá fora, onde os pecados estão.

Nas reuniões nos lares não há um profissional de teologia à frente (não que sejamos contra o estudo de teologia), mas o líder é formado pelo discipulado pessoal. Ainda que existam diferenças de autoridade e funções, não há clérigos e leigos, todos funcionam, todos trabalham.  

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  3ª Parte

          Porque cremos que todos os dons devem fluir no corpo. Se fôssemos dar oportunidade para cada membro participar do culto de domingo, precisaríamos de uma eternidade para que todos exercitassem os seus dons. É uma situação impossível. Todavia a Palavra de Deus, em I Co 14:26, nos mostra o padrão bíblico de reunião, e, nesse padrão, todos devem participar: “Que fazer irmãos? Quando vos reunirdes, um tem salmos, outro doutrina; este traz revelação, aquele outra língua, e ainda outro interpretação. Tudo seja feito para edificação”. Não podemos simplesmente dizer que não é mais possível praticarmos o padrão da Palavra de Deus, para as reuniões da Igreja.

Cremos que o padrão de Coríntios deve ser aplicado. Esse é o segredo da edificação da Igreja e do seu crescimento. Mas, evidentemente, esse padrão somente pode ser atingido nas reuniões nos lares. É preciso enfatizar que a reunião de célula deve ser tão importante quanto as outras reuniões de celebração. Um crente que deixa de participar da célula está impedindo seu próprio crescimento espiritual; deixar de participar da reunião geral de celebração é ser privado de alimento da fé. Nós precisamos desses dois tipos de reunião para crescer apropriadamente. Os dons são um grande instrumento para a edificação e o crescimento da Igreja. Quando há profecia, fé, milagres, curas, palavra de sabedoria e de conhecimento, os incrédulos são impactados e os crentes renovam a sua fé. A célula é o lugar mais apropriado para a manifestação dos dons do espírito. 

 

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  4ª Parte

         Porque cremos que, para um crente crescer saudável, ele necessita de uma dieta espiritual, equilibrada, que envolve ouvir e falar. A Bíblia declara, em Rm 10:17, que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Quando participamos da reunião de celebração, o alvo é recebermos fé como combustível para vencermos o diabo, a carne, o pecado e o mundo. Deixar de ouvir a Palavra, semanalmente, é algo trágico para nossa saúde espiritual. Por outro lado, a Palavra de Deus também declara que nós precisamos falar para crescer - II Co 4:13 diz: “Eu cri, por isto é que falei; também nós cremos, por isto é que falamos”. É pelo falar que somos cheios do Espírito; é pelo falar que geramos, liberamos, ministramos e fazemos quase toda a Obra de Deus. Costumo comparar esses dois aspectos com a tinta na porcelana.

Quando nos reunimos na célula, para ouvir, recebemos a tinta em nós, como a recebe a porcelana. Essa tinta é boa, mas ainda pode ser removida. Mas quando a porcelana é levada ao forno, a tinta lhe é impregnada e passa a fazer parte dela.

Quando falamos, estamos impregnando de forma definitiva, em nós, aquilo que ouvimos anteriormente. Se apenas ouvimos, ainda não podemos dizer que aquilo nos pertence, mas, quando falamos, então liberamos aquilo que está dentro de nós, o que de fato, vem a se tornar nosso. Ouvimos nas reuniões de celebração para recebermos fé, e, falamos nas reuniões de células para crescermos em fé. 

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  5ª Parte

         Porque cremos que cada membro deve ser apascentado. Não podemos negar que a reunião geral da Igreja é um poderoso instrumento de evangelização. São muitos os que se agregam a partir de reuniões de cura e libertação, de reuniões de evangelismo e dos cultos de Domingo. As Igrejas de programas, sem dúvida, podem crescer, mas uma característica sempre estará presente: o grande rodízio de membros. As pessoas vem e vão com extrema facilidade. Este problema acontece porque, nas reuniões grandes, os vínculos não podem ser firmados e, conseqüentemente, não há um apascentamento adequado dos membros. Todo novo convertido é como uma criança e, como tal, necessita de alguns cuidados fundamentais. Toda criança necessita de cinco coisas: alimento, proteção, ensino, disciplina e amor. Estes cuidados não podem ser dados de maneira massificada, mas individual. Todo novo convertido necessita de uma dieta balanceada. Se não for alimentado nessa fase da vida espiritual, poderá se tornar um crente problemático – se não morrer de inanição. É na célula que os novos convertidos são alimentados com um nível de palavra que eles podem assimilar e compreender melhor. Alem do alimento, o recém-nascido precisa de proteção. O rodízio na Igreja é fruto da falta de cuidado. O lobo entra e leva a ovelha, pois não há pastores guardando o rebanho. Até que o bebê aprenda a caminhar sozinho é fundamental a proteção de um pai espiritual.

         Há ainda um terceiro ingrediente básico: o ensino. Quando falamos de alimento, estamos nos referindo àquele aspecto da Palavra de Deus que gera vida, fé e mudança. O ensino aponta para a conduta e as atitudes que devem ser desenvolvidas no crente. Se, por exemplo, quando criança, o crente não é ensinado a ser dizimista, é difícil ser mudado depois de velho na fé. É na célula que a criança espiritual deve ser ensinada. Um quarto elemento é a disciplina. O novo convertido deve ser alimentado, protegido e também corrigido, quando sair do padrão da Palavra. Estes elementos são básicos na vida de uma criança e também na vida de um novo crente. Por fim, a criança na fé precisa ser amada. Todos viemos para a vida da Igreja com nossas emoções destruídas e é o amor paciente dos irmãos que restaura nossa alma. Uma criança só percebe amor e suprimento adequado em um ambiente de família e é exatamente esta a proposta da visão de células. Precisamos ser família para podermos suprir nossos filhos de forma que, não haja rodízio entre os membros, mas todos possam estar vinculados em amor. Esses elementos compõem o apascentamento dos novos convertidos, mas todos nós precisamos ser apascentados. Os pastores não podem suprir esta necessidade, precisamos que cada líder de grupo seja um apascentador de ovelhas, levando isso a sério como encargo de Deus.

 

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  6ª Parte 

Porque precisamos estar vinculados uns aos outros, para sermos edificados. Uma das muitas ilustrações da Igreja no Novo Testamento é o edifício (Ef 2:19-22). Assim como um edifício a Igreja precisa de um alicerce. Em I Co 3:10-11 está escrito que o alicerce da Igreja deve ser Cristo. Ele é a nossa base. Como um edifício, a Igreja deve seguir uma planta. Nenhum construtor prudente começaria um edifício sem antes fazer uma planta. Deus é um construtor sábio e Ele nos deu a planta de sua Igreja. Assim como Moisés deveria construir o tabernáculo exatamente como vira no monte, nós também não temos o direito de colocar nossas preferências pessoais na construção de Deus.

Está chegando o dia em que tudo o que não foi feito segundo o modelo do monte, será removido por Deus (Ex 25:40). Toda a Igreja local deve ser um edifício; todavia, um grupo de crentes pode se reunir aos domingos e ainda assim não ser um edifício, as pedras devem estar unidas umas às outras, ligadas pela argamassa do Espírito, edificadas sobre um alicerce espiritual, que é Cristo, e organizadas dentro de um projeto de um edificador, que é Deus. Pedras isoladas e amontoadas aos domingos não constituem um edifício, assim como um depósito de materiais de construção não é um prédio. Você percebe a diferença entre um edifício e um depósito de material de construção? 

Tudo que está no edifício também está no depósito, mas com uma única diferença: no edifício os materiais estão vinculados. Então, como conciliar tais vínculos e ainda sermos uma Igreja grande? A única alternativa é edificarmos a Igreja nas reuniões menores, ou seja, nas reuniões das células. Uma Igreja com mais de duzentas pessoas já não consegue manter vínculos satisfatórios; precisamos dos grupos menores para estabelecer e firmar estes vínculos. O corpo é outra ilustração da Igreja no Novo Testamento (Ef 4:15-16; I Co 12:12-27). A Igreja é um corpo. Em um corpo, a principal característica é a união dos membros, expressando vida.

Se pegarmos pernas, braços, cabeça e tronco e os ajuntarmos, teremos um amontoado de membros. Ter um amontoado de membros em nossas reuniões não faz de nós um corpo. Para ser um corpo, os membros precisam estar vinculados, ligados uns aos outros, para que o sangue da vida de Deus circule entre eles. Muitas Igrejas se tornaram apenas organizações mas Deus quer edificar um organismo. Se somos uma organização, o máximo que conseguimos é ajuntar os membros como uma associação que se reúne em bancos enfileirados. Não há conhecimento mútuo, não há comunhão, nem amor. É como se fosse possível o braço não conhecer a mão, e esta por sua vez, desconhecer os dedos. Naturalmente, não podemos estar ligados a todos, no corpo, mas, quando não estamos ligados a ninguém, também não podemos dizer que estamos no corpo de maneira prática. Onde não há vínculos, não há vida.

Onde se praticam cerimônias frias, impessoais, sem compromisso e sem ligaduras, isto é, no máximo uma organização, nunca um organismo, um corpo. 

PORQUE NOS TORNAMOS UMA IGREJA EM CÉLULAS?  7ª Parte 

Porque cremos que devemos viver uma vida de comunidade. As pessoas estão carentes de amor e aceitação. Precisamos ser resposta de Deus para seus anseios. Uma experiência que temos tido é que as células tendem a se tornar mais frutíferas na medida em que se parecem com uma família. A Igreja de Deus precisa ser uma grande família. A seara está madura em nosso país e existem muitos tipos de pessoas machucadas que serão alcançadas exclusivamente em um ambiente de amor e aceitação familiar. Somente como família a Igreja pode ser resposta para as mães solteiras, os abandonados, os traumatizados, os rejeitados sociais, os marginalizados, os pobres e esquecidos.

Na mente de todo homem, o lar é o ponto de convergência; o lugar de aceitação e de expressão incondicionais; um lugar de acolhimento e aconchego. A Igreja, dentre tantas ilustrações bíblicas, é um lugar que deve ter todas as expressões de vida e amor. E é exatamente esta a visão de células: um lugar de acolhimento em amor!

O fato é que não podemos expressar a Cristo como corpo, a não ser através da vida de amor como comunidade.

 

 Ministério Internacional Monte Sião

Resgatando Vidas, Conquistando Nações